Política

BRUNO, O “DEFENSOR” SEM HISTÓRIA: QUANDO O CURRÍCULO É CURTO, A SAÍDA É O ATAQUE

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É impressionante como na política sempre aparece alguém disposto a bater no peito e posar de defensor incondicional — ainda que não tenha história suficiente para sustentar o discurso. Foi exatamente isso que aconteceu com Bruno Farias, secretário de Desenvolvimento Econômico de João Pessoa, ao sair em defesa do prefeito Cícero Lucena.

Bruno atirou para todos os lados contra Tibério Limeira, chamando-o de “ressentido”, “truculento” e até “poço de recalque”. Mas vamos ser honestos: quem é Bruno Farias no jogo do bicho político da Paraíba? A bem da verdade, Bruno só aparece quando precisa atacar alguém mais relevante para tentar ganhar uns holofotes.

Já Tibério, que ele tenta diminuir, carrega um currículo que Bruno nem em sonho pode ostentar: vereador de João Pessoa, secretário do Orçamento Democrático, secretário da Juventude, Esporte e Lazer, comandante do Empreender PB, secretário de Desenvolvimento Humano do Estado, secretário de Administração. Isso sem falar na coordenação das últimas campanhas vitoriosas ao Executivo estadual e municipal. Ou seja: Tibério fez, construiu, coordenou e venceu.

Bruno, por outro lado, coleciona discursos inflamados e frases de efeito, mas nunca foi reconhecido como protagonista em nada. A diferença é clara: enquanto Tibério é chamado para articular e decidir os rumos das eleições, Bruno é lembrado apenas quando precisa atacar alguém para agradar ao chefe.

Dizer que Tibério sofre de dor de cotovelo é quase piada. Dor de cotovelo, sim, sofre Bruno, por não ter o mesmo respeito, por não ser ouvido na mesma medida e por nunca ter sido peça-chave em nenhum projeto estadual. No máximo, é um figurante barulhento, que tenta se vender como gladiador político, mas não passa de escudeiro de ocasião.

A verdade é que, na Paraíba, quem tem biografia e lastro político se chama Tibério Limeira. Bruno, infelizmente, segue tentando transformar ressentimento em manchete — e só consegue mesmo é confirmar que, na falta de currículo, sobra língua afiada.

Blog do Alexandre Kennedy

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