
O texto de Dércio não é análise política, é receita pronta. Daquelas massas de bolo industrializadas, feitas sem talento, sem método e, sobretudo, sem verdade. Vem direto da cozinha do senador Veneziano Vital do Rêgo, num momento em que seu projeto pessoal começa a escorrer pelo ralo diante da realidade política da Paraíba.
O desespero é visível. A tentativa de desqualificar Lucas Ribeiro por meio de insinuações, metáforas vazias e teorias de bastidor mal disfarça o incômodo com os números. Lucas Ribeiro é, hoje, candidato com crescimento consistente e com a menor rejeição entre os nomes colocados. Os dados falam. O resto é ruído.
O texto tropeça em contradições grotescas, erra fatos básicos e aposta na velha política do ataque quando falta projeto. Enquanto isso, Cícero Lucena, agora abraçado a Pedro Cunha Lima — derrotado de forma clara pelo grupo do PSB e do governador João Azevêdo em 2022 — protagoniza uma das cenas mais patéticas da política recente. O mesmo Pedro Cunha Lima que Cícero jurava que “nunca mais”. Nunca mais, até precisar.
Essa aliança não é estratégica, é oportunista. Não nasce de um projeto para a Paraíba, mas da tentativa desesperada de sobrevivência política de grupos que perderam o rumo, a narrativa e o vínculo com a realidade.
O texto de Dércio não informa, não esclarece, não debate. Ele tenta confundir. Mas o povo da Paraíba já aprendeu a diferenciar análise de fofoca, política de intriga, projeto de poder de projeto pessoal.
Quando falta chão, sobra teatro. Quando falta verdade, sobra encenação. E quando a política se limita à cozinha, o prato servido é indigesto.
Alexandre Kennedy
Pauta das 20
Blog do Alexandre Kennedy